Quinta, 16 de outubro, interrompo as minhas férias para escrever a matéria do dia 24.
Depois de vários clicks, me deparo com um pensamento na cabeça, a tribo Massai ! Entro na pesquisa e encontro alguma coisa sobre a história de uma suíça que se apaixona por um guerreiro massai.
Como tenho lido muito desde a década de 1950, me lembro da historia de Elsa, da mesma forma, as vezes no cinema ou na literatura, o palco africano, figura no pensamento de europeus com crises de todo tipo. Pode ser até que sejam influenciados por terem lido sobre Tarzan e sua Jane.
Sempre o que atrai, é o continente que é mostrado selvagem e os costumes exóticos dos africanos. No filme, a suíça abandona o seu namorado, a vida confortável da Europa e passa a viver com o seu novo amor, um guerreiro massai. Evidentemente que esta situação traz um choque cultural de alta voltagem.
Por outro lado, isto proporciona fortes emoções para a suíça. A simples procura por Lemalian, o guerreiro da tribo Samburu, é difícil. O romantismo sonhado pela suíça, Lemalian desconhece, ele nem acha que mulher sente prazer num relacionamento. Para ele, a relação só tem como finalidade, proporcionar prazer ao homem.
Mas a suíça perseverante, segue ao lado do guerreiro, a quem ainda ensina comportamentos mais adequados e aceitos pelos europeus. Como ele é um massai, Lemalian escuta os ensinamentos, mas não declina da sua cultura. A suíça porém, acha assustadores fatos que fazem parte da cultura massai, como a mutilação sexual das meninas. As lindas paisagens do Kenya, são a moldura desta história de amor e choque cultural.
Inevitável escrever sobre o Kenya e não falar de Massai Mara. O parque nacional de Massai Mara, fica no sudoeste do país, na região do Serengueti. Leva este nome porque a tribo Massai, embora nómades, residem neste local e pelo Rio Mara, que serpenteia a planície, famosa pela excepcional e variada fauna. A área tem uns 1510 km quadrados e fica distante de Nairobi, a capital à uns 250 km.
Massai Mara, tem fama pela população de leões, rinocerontes, hipopótamos, guepardos e hienas. Certamente estes carnívoros moram lá, porque o alimento é farto, há enormes manadas de gnús, gazelas, impalas misturadas com girafas e zebras. Os herbívoros, migran anualmente em julho e retornam em outubro, atrás de melhores pastos.
Também encontram-se no Massai Mara, mais de quatro centenas de espécies de aves. O governo do Kenya, sempre combate a caça furtiva, principalmente nas regiões pouco frequentadas pelos turistas.
Conheça mais sobre o Kenya: Nairobi é a capital. Swuhili e Inglês são linguas oficiais. Chelin keniata, é a moeda. Dominio na internet (.ke). O monte Kenya, segundo maior da Africa, dá origem ao nome do país. O primeiro mais alto monte, Klymanjaro, embora parcialmente no Kenya, tem o seu pico na Tanzânia.
Entre o Kenya e a Tanzânia fica o território massai. Eles são autorizados pelos governos dos dois países a transitar à vontade nas suas migrações sazonais. A população total dos massais não chega a um milhão de membros. A cor preferida é o vermelho. A sua riqueza é o gado, pois é dele que aproveitam quase tudo. O número de cabeças de gado de cada grupo massai, determina a sua classe social.
Sendo nômades , eles fazem casas com o esterco de vaca misturado ao barro. As casas dispostas em círculo, são usadas para à noite cercar e proteger o gado dos grandes carnívoros das savanas africanas. A sociedade é patriarcal. Seu único Deus é " Ekal ". Um adolescente massai, passa para a maioridade depois de cerimônias de iniciação.
Numa mesma época, milhares de meninos são circuncidados. Um fato divulgado pela mídia e pelo cinema, citava que o menino massai deveria matar um leão com apenas a sua lança para se tornar um guerreiro. Isto não passa de um mito, até porque não haveria leões em quantidade suficiente para atender a população massai. Embora o fato de matar um leão, sempre dá fama ao autor e prestígio para a família.
Os casamentos planejados, são definidos por um homem que desenha um " X " vermelho na barriga de uma mulher grávida solteira. Se ela recusar, será desligada da família. As mulheres só podem se casar uma vez, já os homens, podem ter mais de uma esposa, por vez ou ao mesmo tempo, desde que tenham vacas suficientes para o dote. Anos atrás, as crianças tinham um ou dois dentes incisivos extraídos na infância, para facilitar a alimentação caso tivessem o tétano. A circuncisão é feita nos meninos, que não podem fazer qualquer ruído na cerimônia.
A clitoridectomia (remoção do clitóris) é feita na puberdade. As mulheres idosas da tribo a realizam. Homens e mulheres tem as orelhas perfuradas e alargadas com discos. É questão de identidade tribal. As casas são construídas pelas mulheres, em área cercada com espinhos e em círculo, chamada de " Enkang ".
Só permanecem nesta terra enquanto há pasto para o gado, depois eles migram. A segurança do local chamada Boma, e cuidar do gado é obrigação dos homens.